O A.C. Milan que quer apagar a época pouco entusiasmante do ano passado mas, pelo menos para já, não parece ter reduzido a diferença em relação ao rival Inter. Um rival na cidade e no campeonato, sobretudo depois de ter conseguido a segunda estrela na camisola, fruto dos 20 títulos. Neste momento, de facto, o mercado dos rossoneri não descolou de todo, antes pelo contrário. Ainda faltam algumas peças na equipa que Paolo Scaroni tem de entregar a um Paulo Fonseca, que chegou certamente não acompanhado de muito otimismo.
E num dia tão denso como o de segunda-feira, em que os rossoneri primeiro confirmaram a compra de Emerson Royal e depois praticamente venderam Kalulu à Juventus, um rival direto, há que fazer uma reflexão. O apelo dos rossoneri já não é o que era há muitos anos e Zlatan Ibrahimovic precisa de se mexer. O dirigente rossoneri, cujo papel ainda não é totalmente claro para a maioria, já disse que quer uma redenção. Mas, por enquanto, não há grandes planos.
A chegada de Álvaro Morata, um avançado que certamente marca 20 golos por época, deve ser vista como uma operação positiva, tendo também em conta a sustentabilidade económica. No entanto, continua a faltar o verdadeiro craque e, para que os rossoneri de Milão consigam recuperar face aos nerazzurri, é necessário um verdadeiro golpe de mercado. O defesa Pavlovic é um armário para reforçar a defesa, mas não é um diferencial ofensivo e, de qualquer forma, terá de ser testado.
E agora que Youssouf Fofana está praticamente a caminho de Manchester para se juntar ao United, as dúvidas sobre a atual direção dos rossoneri começam a surgir. Afinal, se além de Tammy Abraham não há outros nomes a circular para agitar o ataque, podemos discernir uma de duas coisas. Ou Ibra está a passar despercebido ou as ideias são escassas. E a poucos dias do início do campeonato, este não é certamente o melhor cenário.
