Reveja aqui as principais incidências do encontro

Não era o objetivo no arranque da temporada, mas tornou-se no principal destas últimas jornadas. Depois de uma montanha-russa de emoções em que perdeu o segundo lugar para o Benfica e viu o grande rival escorregar em duas jornadas seguidas, o Sporting entrou para a última ronda da Liga Portugal com a missão de manter o segundo lugar e garantir a Liga dos Campeões – no mínimo a terceira pré-eliminatória, a fase principal com uma ajuda do Aston Villa. Ciente da importância, Rui Borges fez regressar Morten Hjulmand ao onze, capitão e alma dos leões, num meio-campo que teve Hidemasa Morita a fazer o último jogo em Alvalade.
Para uma equipa que sonhava ser tricampeã e que passou por uma época desgastante a todos os níveis, a motivação de lutar pelo segundo lugar não seria o ideal, mas a mensagem de Rui Borges passou. O Sporting entrou personalizado, a sufocar o Gil Vicente com pressão e a não se deixar abater enquanto a poucos quilómetros, o Benfica ia construindo uma goleada na Amoreira e assomava-se do segundo lugar virtual.
O leão teve cabeça e foi assim que chegou ao golo. Depois de Hjulmand ficar a centímetros do festejo, Pedro Gonçalves bateu um canto na esquerda e encontrou ao segundo poste Eduardo Quaresma que colocou a bola fora do alcance de Dani Figueira.
O guarda-redes gilista negou depois o golo a Hjulmand e viu o remate de Pote passar a rasar o poste, antes de sofrer novo tento. Francisco Trincão encontrou Morita que fez um passe de calcanhar para Luis Suárez disparar uma bomba. Uma bela maneira de o nipónico se despedir do público de Alvalade.
Fantasmas pairaram
O Gil Vicente teve uma primeira parte de muita dificuldade e só já no final é que conseguiu mesmo fazer o primeiro remate. Luís Esteves obrigou Rui Silva a uma defesa complicada com um remate de fora da área. Pouco, muito pouco.
Ainda a sonhar com o quinto lugar, a melhor classificação da história do clube e a possibilidade de jogar a Liga Conferência – se o Sporting vencer a Taça de Portugal – o Gil Vicente entrou com outro ânimo para o segundo tempo. Luís Esteves voltou a forçar Rui Silva a uma grande defesa. Murilo cabeceou por cima após cabeceamento de Agustín Moreira.
Sentia-se a apreensão em Alvalade, onde o fantasma de Tondela – que a equipa deixou escapar uma vantagem de dois golos – alguns assobios tímidos iam-se ouvindo e nem a grande defesa de Dani Figueira ao remate de Trincão parecia apaziguar as almas mais inquietas.
Mas o golo do Gil Vicente não chegou. A partida foi-se arrastando numa ponta final em que as lágrimas de Morita agarrado a Rui Borges – depois de ser aplaudido de pé por todo o estádio – e a entrada em cena de Quenda, que vai partir para o Chelsea a título definitivo, acabaram por ser os momentos mais emotivos. O melhor ficou mesmo guardado para o fim, com Morten Hjulmand a rematar em arco, após passe de Quenda e a fazer o 3-0.
Contas feitas, o Sporting acabou por rir por último e riu melhor. O tricampeonato não chegou, mas o leão garantiu mais uma época de Liga dos Campeões e remeteu o Benfica ao terceiro posto. O Gil Vicente ficou-se por uma honrosa sexta posição.
Homem do jogo Flashscore: Eduardo Quaresma (Sporting)

