Recorde aqui as incidências do encontro
Em ambiente de consagração e festa no Estádio do Dragão, os novos campeões nacionais apresentaram-se com cinco alterações no onze inicial promovidas por Francesco Farioli, após a derrota frente ao AFS (1-3). Do lado do Santa Clara, Petit também mexeu na equipa que venceu o Nacional (2-0), lançando Serginho e Fernando para os lugares de Andrey e Gonçalo Paciência. Antes de a bola rolar, os açorianos renderam uma guarda de honra aos dragões, que aproveitaram a última jornada para estrear o novo equipamento para a próxima temporada, desenhado numa homenagem aos anos 80.

Festa nas bancadas, nulo no relvado
Nas bancadas, o arranque do encontro ficou marcado por uma tarja gigante exibida pelos adeptos portistas, ilustrando os malogrados Pinto da Costa e Jorge Costa a segurarem o troféu da Liga Portugal. No relvado, contudo, pouco se jogou nos minutos iniciais devido a uma dupla paragem médica que gelou o ritmo do desafio e forçou a saída precoce, por lesão, de Djé Tavares — internacional cabo-verdiano que tem legítimas aspirações de marcar presença no Mundial-2026.
Os lances de perigo só começaram a surgir aos 17 minutos, altura em que o FC Porto desenhou um contra-ataque rápido: Borja Sainz amorteceu com critério e Rodrigo Mora rematou de primeira, valendo uma enorme intervenção do jovem guarda-redes João Afonso. A resposta dos insulares não tardou, com Klismhahn a progredir pelo corredor central e a desferir um remate de longe que passou perto da trave de Diogo Costa e Gabriel Silva também falhou o alvo em boa posição. Logo a seguir, Alberto Costa levantou as bancadas com uma fantástica jogada individual, tirando um adversário do caminho com um túnel e fintando outro antes de ganhar a linha de fundo, mas Pedro Pacheco apareceu no sítio certo para cortar o cruzamento que levava selo de golo.
A caminho do intervalo, João Afonso voltou a superiorizar-se ao ataque azul e branco, primeiro ao deter com uma defesa apertada um livre direto cobrado por Kiwior aos 29 minutos e, pouco depois, ao travar com dificuldades um remate do meio da rua de Alan Varela. A primeira era pautada pelo ritmo baixo e más decisões na altura de decisão, como ficou evidente aos 40 minutos, quando Rodrigo Mora trabalhou bem para servir Deniz Gul na grande área, mas o avançado deu toques a mais em zona de finalizaçã e permitiu o bloqueio decisivo de Sidney Lima, mantendo o nulo no marcador.

O nó desfeito por Sidney Lima e a avalanche de emoções
Sem alterações ao intervalo, o Santa Clara voltou para o relvado com a mira apontada à baliza contrária: aos 50', um remate rasteiro e de primeira de Diogo Calila ainda tirou tinta ao poste de Diogo Costa. Insatisfeito com o que via em campo, Farioli não esperou muito mais e lançou Gabri Veiga e Pietuszewski para os lugares de Borja Sainz e Deniz Gul, colocando Rodrigo Mora como ponta de lança. A aposta quase deu frutos imediatos, quando o baixinho apareceu a voar entre os centrais e cabeceou à malha superior da baliza.
Quando o jogo voltou a esmorecer, eis que apareceu o talento individual para desequilibrar. Aos 70 minutos, um alívio açoriano foi recebido com classe por William Gomes que encontrou Froholdt na grande área e o cruzamento do médio nórdico foi desviado para a própria baliza por Sidney Lima. Na sequência dos festejos, o estádio levantou-se para ovacionar a saída de Diogo Costa e a entrada de João Costa, o Andorinha, que fez a sua estreia absoluta na equipa principal dos dragões, aos 30 anos, e com a braçadeira de capitão.
O clima de festa foi temporariamente interrompido quando Francisco Moura ficou queixoso após levar com a bola na cabeça, mas foi rapidamente retomado quando o lateral esquerdo saiu para dar lugar a Nehuén Pérez - de regresso após longa lesão - e Froholdt foi aplaudido de pé rendido por Bernardo Lima, campeão europeu e mundial de sub-17, que se estreou na equipa principal. Em campo, Pietuszewski rematou para defesa apertada de João Afonso e, no canto, Bernardo Lima amorteceu para um remate de primeira de Pérez que saiu ao lado do alvo.
Com este resultado conseguido em clima de festa, exuberante nas bancadas e comedida no relvado, o FC Porto terminou a temporada com 88 pontos e o 31.º título de campeão nacional. Já o Santa Clara está em 12.º lugar e pode cair um posto caso o Rio Ave vença no terreno do Casa Pia.
Melhor em campo Flashscore: Kiwior (FC Porto).

