Bednarek soltou o grito, o Dragão fez-se vulcão: FC Porto vence Alverca e é campeão!

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Acompanhe aqui as incidências do encontroReuters/Opta by Stats Perform

O grito estava guardado, mas a libertação começou a desenhar-se a quilómetros de distância, no relvado de Famalicão. O FC Porto é, novamente, campeão nacional de futebol, pela 31.ª vez. Numa noite em que a matemática se aliou à mística, a equipa de Francesco Farioli bateu o Alverca por 1-0, transformando o Estádio do Dragão num vulcão de emoções. O golo de Jan Bednarek foi o selo final numa temporada de metamorfose, celebrada no simbólico dia 02 de maio - a data que uniu o luto por Jorge Costa, o segundo aniversário da presidência de André Villas-Boas e o regresso definitivo do clube ao trono de Portugal.

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O empate do Benfica em Famalicão (2-2) minutos antes do apito inicial, deixou o Dragão em polvorosa sabendo que um empate bastava para celebrar o título. Com isso em mente, Farioli fez apenas uma alteração no onze, substituindo Thiago Silva por Zaidu. Por seu lado, Custódio não fez qualquer mudança no onze ribatejano que regressou a este palco 22 anos depois, procurando dar consistência à equipa nesta reta final passada longe da zona de despromoção.

Pontuações dos jogadores
Pontuações dos jogadoresFlashscore

Susto ribatejano e a redenção no terceiro andar

Apesar do ambiente de euforia nas bancadas, dentro das quatro linhas o FC Porto sentiu o peso da responsabilidade. Nos primeiros 20 minutos, a equipa de Farioli revelou-se precipitada, falhando passes simples e acusando o nervosismo típico de quem vê a meta demasiado perto. O primeiro sinal de perigo surgiu aos 13 minutos, num canto venenoso de Gabri Veiga que chegou a beijar o poste de Matheus Oliveira antes de sair.

A pressão aumentou aos 24 minutos, num lance que fez o estádio levantar-se: Froholdt, o motor dinamarquês, disparou um remate fortíssimo que Matheus Oliveira desviou, com a ajuda da trave. Na recarga, Jakub Kiwior chegou a colocar a bola no fundo das redes, mas o lance foi prontamente anulado por mão do central polaco no momento do domínio. O grito de golo ficou preso na garganta e o Alverca aproveitou para crescer.

Com Chiquinho a assumir-se como o principal desequilibrador - sofreu cinco faltas só na primeira parte -, o Alverca criou calafrios. Sandro Lima, aos 26 minutos, e Nabil, aos 35, dispuseram de excelentes oportunidades de cabeça, com o último a aparecer completamente solto na área após um livre do extremo. O susto maior aconteceu aos 39 minutos, quando Chiquinho bailou à frente de Kiwior e pareceu ter o caminho aberto para o golo, valendo a intervenção providencial de Jan Bednarek a evitar o pior.

E como o futebol vive de ironias, foi precisamente Bednarek a resolver o enigma. Aos 41 minutos, na sequência de mais um canto magistral de Gabri Veiga, o central polaco subiu ao terceiro andar e desferiu um cabeceamento colocado, apanhando Matheus Oliveira em contrapé. Foi o golo da libertação, que colocou o 31.º título a apenas 45 minutos de distância e que premiou o pilar da muralha que sustentou a equipa durante toda a prova.

Título nas mãos e nas luvas do capitão

Ao intervalo, Farioli retirou Zaidu e o amarelado Kiwior para as entradas de Alan Varela e Martim Fernandes, mas foi Sandro Lima a voltar com tudo dos balneários e a ameaçar o empate com um forte remate que passou perto do poste. Aos 59', valeu o corte providencial de Kaiky Naves para impedir que Gabri Veiga se isolasse após um passe de Pepê. Deniz Gul ainda tentou a sua sorte aos 61 minutos, mas o remate desviado acabou nas mãos de Matheus Oliveira.

Do outro lado, com os azuis e brancos balanceados no ataque, Figueiredo saiu em transição, mas a recuperação supersónica de Varela e Martim Fernandes limpou o lance. Nos últimos minutos deste parcial, o protagonismo passou para as luvas do capitão. Diogo Costa teve de se aplicar a fundo aos 68 minutos para negar o golo a Figueiredo junto ao primeiro poste e, pouco depois, agigantou-se perante uma sequência de três cantos consecutivos onde os ribatejanos cercaram a baliza portista.

Borja Sainz e Fofana saltaram do banco para explorar o cansaço ribatejano e o espanhol teve na cabeça uma oportunidade soberana para fazer o 2-0, mas atirou fraco e à figura do guardião. Aos 88 minutos, o estádio quase veio abaixo quando Rodrigo Mora saltou do banco para os instantes finais - um gesto simbólico do treinador para premiar a joia da casa no momento da consagração, numa altura em que o jogo foi parado devido ao fumo provocado pelos foguetes lançados na bancada. Alberto Costa ainda teve espaço para brilhar ao evitar o empate em cima da linha de golo.

Quando o árbitro apitou pela última vez, o relvado deixou de ser um campo de futebol para se tornar num território de libertação. O 31.º título do FC Porto não é apenas uma linha no palmarés; é o triunfo de uma nova era. No dia 02 de maio, o número 2 de Jorge Costa iluminou o caminho e o Dragão recuperou o seu lugar de direito, pela consistência apresentada. A Invicta não vai dormir: "o campeão voltou".

Melhor em campo Flashscore: Jan Bednarek (FC Porto).

Estatísticas no final da partida
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