Mundial-2026: FIFA “perdoa” suspensão a Otamendi, que fica apto para defrontar a Argélia

Otamendi ao serviço do Benfica
Otamendi ao serviço do BenficaReuters

Central da Argentina foi expulso na última jornada da qualificação sul-americana, mas vai estar na primeira jornada do Mundial-2026. É um dos três jogadores a receber amnistia da FIFA.

Esta sexta-feira, César Luis Merlo revelou que a FIFA perdoou uma suspensão a Otamendi. O defesa do Benfica foi expulso no empate com o Equador (1-1), da última ronda de qualificação para o Mundial-2026, o que significaria que tinha de cumprir suspensão no Campeonato do Mundo.

Contudo, a Federação da Argentina deu entrada com um pedido de amnistia da FIFA, que acabou por ser aceite. Significa isto que estará disponível para ser utilizado por Scaloni no jogo com a Argélia, a 16 de junho, que marca a entrada em ação da campeã do mundo no Mundial-2026.

Além de Otamendi, também Moisés Caicedo (Equador) e Tarek Salman (Catar) viram as suspensões perdoadas e não vão ser obrigados a falhar jogos no Campeonato do Mundo.

Mudança regulamentar

A FIFA decidiu modificar com efeito imediato o segundo ponto do artigo 10.º do regulamento da prova, visando “maior proporcionalidade e equidade no quadro disciplinar que rege a transição das qualificações para a fase final”.

De acordo com a nova redação daquele artigo, os cartões amarelos e as suspensões pendentes de um ou dois jogos, que resultem de admoestações na qualificação, não vão ser transferidos para a fase final.

Os cartões vermelhos recebidos por duplo amarelo ou de forma direta, seja por um jogador impedir um golo ou uma clara oportunidade de golo da equipa adversária, seja devido a uma falta de extrema gravidade, também não terão a respetiva suspensão cumprida em Campeonatos do Mundo.

“Outras suspensões pendentes impostas no decurso de cartões vermelhos na qualificação serão transferidas para a fase final”, explicou o organismo.

A decisão foi tomada por um painel da FIFA, composto pelo presidente do organismo, o ítalo-suíço Gianni Infantino, e pelos líderes das seis confederações, tendo agora de ser ratificada pelo respetivo Conselho.

“É fundamental garantir que as federações compitam com as melhores equipas possíveis, preservando a integridade disciplinar, para manter a qualidade, a imparcialidade e o apelo internacional da competição”, lê-se no documento assinado pelo secretário-geral da FIFA, o sueco Mattias Grafström.